8.8.06

Leiam

Compas,

Aí vai a declaração feita por integrantes do Conselho Internacional do
Fórum Social Mundial de Israel e do Líbano.
Organizações e pessoas do mundo todo estão subscrevendo. Pedimos que
assinem e divulguem.
Abraços,

Fátima Mello
FASE/REBRIP (Rede Brasileira Pela Integração dos Povos)
Tel: 55 21 2536 7372
Rua das Palmeiras 90, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
Brasil
http://www.fase.org.br
http://www.rebrip.org.br

Amigos,

Adjuntamos un petitorio de cese al fuego inmediato frente a la terrible
situación en el Libano, que está siendo distribuída por una red de
organizaciones árabes (ANND) y de Israel (Anti-War Irsaeli Coalition)
miembros del Consejo Internacional del Foro Social Mundial.

Nos gustaría firmar como Alianza Social Continental y Campaña Continental
contra el ALCA, para lo que les consultamos y esperamos hasta mañana. Si
nadie se opone, agregaremos las firmas.

Además, les sugerimos que cada organización firme el petitorio. Las
adhesiones pueden ser enviadas a los emails mikaic@alt-info.org y
annd@annd.org . El petitorio también puede ser subido a las páginas web de
sus organizaciones.

Un abrazo
Maité y Gonzalo

Apelo internacional

Por um cessar-fogo imediato e incondicional

Hoje, 30 de julho, outro massacre foi cometido no Líbano: mais de 60 civis,
entre eles 37 crianças, foram mortos por bombas israelenses enquanto
dormiam em abrigos na cidade de Qana. Morreram não muito distante da grande
sepultura que abriga os corpos de 106 civis queimados por um ataque
israelense anterior, em abril de 1996, dentro de um abrigo oferecido por um
batalhão da ONU.

Em resposta a estas notícias terríveis, a única decisão sensata que precisa
ser tomada imediatamente é o cessar-fogo.

O cessar-fogo permitiria que a ajuda humanitária alcançasse as vítimas
inocentes, que os corpos fossem enterrados em vez de comidos pelos cães, e
que todos os problemas subjacentes fossem negociados e, eventualmente,
resolvidos. Mais vítimas podem somente produzir mais ódio.

Nos últimos dias, a União Européia, os Estados Unidos e o Reino Unido
prometeram ao Líbano ajudar na reconstrução de sua infra-estrutura e ajuda
humanitária para as 80 mil pessoas deslocadas internamente e para os
"corredores humanitários", mas logo em seguida pararam de solicitar o
cessar-fogo. Isso encorajou Israel a continuar com sua "missão" de
unilateralmente fazer cumprir uma resolução para desarmar o Hezbollah. Com
a mesma lógica, o Hezbollah poderia argumentar que é sua missão fazer
cumprir as várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU que pedem para
Israel se retirar dos territórios palestinos ocupados e implementar o
direito de retorno dos refugiados palestinos.

No dia 27 de julho, o ministro da Justiça de Israel, Haim Ramon, disse que
Israel deu tempo suficiente aos civis para abandonar o sul do Líbano.
"Todos aqueles no sul do Líbano agora são terroristas que estão
relacionados de alguma forma ao Hezbollah", disse na BBC. A mesma
estratégia é utilizada hoje em dia na Faixa de Gaza, onde populações dos
campos de refugiados e regiões vizinhas são solicitadas a abandonar seus
lares. Isto representa uma ostensiva punição coletiva de populações
inteiras.

A escalada de violência no Líbano não pode ser resolvida unilateralmente
com a auto-proclamada justeza de qualquer das partes. Paz é negociada entre
inimigos, não com amigos. E o primeiro passo de qualquer negociação é o
cessar-fogo. Ou todas as crianças têm de morrer para que não se tornem
"terroristas"?

Um ano atrás, o primeiro-ministro do Reino Unido defendeu a inclusão no
mandato da ONU da "responsabilidade em proteger populações do genocídio, de
crimes de guerra, limpeza étnica e crimes contra a humanidade". A ONU,
União Européia, os Estados Unidos e o Reino Unido fracassaram em sua
responsabilidade de proteger as crianças libanesas e palestinas. Ou mesmo
de condenar claramente os recentes atos criminosos de Israel.

A sociedade civil internacional e os movimentos sociais estão elevando suas
vozes e se mobilizando em todo o mundo para não somente expressar sua
solidariedade indefectível com o povo libanês, mas também construir uma
imensa barreira internacional contra a guerra global de re-colonização do
mundo.

Exigimos:

- Um cessar-fogo imediato e incondicional, no Líbano, como também nos
Territórios Palestinos Ocupados!

- A implementação da soberania plena para o Líbano e os direitos nacionais
do povo palestino!

- Nenhum exército da Otan no território libanês!

Apoiamos a convocatória de um dia internacional de protesto e solidariedade
em 12 de agosto, lançada pela delegação de solidariedade internacional ao
Líbano.

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