Os santos que me perdoem
Flávio Dórea
É tempo de festa. Junina? Talvez...
Pode parecer brincadeira, mas nos seis dias que anteciparam a moda carioca outono/inverno, o que se desfilou entre carros, bicicletas, orquestras e até mesmo no Real Gabinete, foi um universo repleto de balões, só que desta vez sem oferecer perigos, pois no que depender dos estilistas os balões serão, ecologicamente corretos, futuristicamentes ousados e incendiarão apenas as cabeças de homens e mulheres.
Nas ruas veremos um corpo desestruturado, formas amplas, mangas bufantes, comprimentos curtos e longos, saltos mais grossos e fechados, e a presença constante de bolsas grandes em forma de mochilas e sacos, fazendo do balonê a ponta-de-lança da estação.
O “arraial” será coberto de cinza, a meia-calça arrastão transformou-se em leggings douradas e calças skinny. As botas deixaram de ser caipiras para dançarem design nos closet de todas as mulheres. O homem pura alfaiataria, maravilha! Mas calça colada no corpo será que ele usa?
É! Um rio acinzentado. O que não se pode esquecer é que: “... cariocas não gostam de dias nublados...”. Ah... Que saudade do colorido estampado nos vestidos de quadrilha! O aquecimento global mostra-nos em tela plana um inverno colorido, leve, sem luvas e cachemere. Será que os estilistas não percebem?
Será que esses “benditos santos da moda” preferem viajar para o frio europeu ao invés de entenderem que o carioca não é rígido, chique e sem cor?
Mas fica um recado enciclopédico:
MODA – s.f. Uso passageiro que rege, de acordo com o gosto do momento, a maneira de viver, de vestir. / gosto, maneira ou modo segundo qual cada um faz as coisas. // Estar na moda, estar em voga, ser geralmente usado. // Passar da moda, deixar de ser imitado, deixar de estar no gosto atual.
E, assim, quem sabe no “next” Fashion Rio, quando já estouraram os balões das festas juninas, poderemos nos deparar com uma moda “up to date“, em clima totalmente carioca.
FLÁVIO DÓREA – carioca, 29 anos, prepara-se para ser estilista. Atualmente programador visual. Fez Teatro. Escritor lançou seu 1° livro de poesia: "Carecas também pensam", pela Oficina Editores, na XII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro – 2005. No prelo: “da cabeça aos pés” – poesia. Membro do Conselho Editorial da Revista Literária Plural, onde escreve poesia e a página sobre MODA. É membro da APPERJ – Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro. Participante ativo do circuito carioca de poesia. Um de seus poemas foi tema da coleção Outono/Inverno 2004, da marca Philippe Martin (hoje, Republik), onde foi reproduzido em todas as bolsas, vitrines e catálogos, no Brasil e exterior.
É tempo de festa. Junina? Talvez...
Pode parecer brincadeira, mas nos seis dias que anteciparam a moda carioca outono/inverno, o que se desfilou entre carros, bicicletas, orquestras e até mesmo no Real Gabinete, foi um universo repleto de balões, só que desta vez sem oferecer perigos, pois no que depender dos estilistas os balões serão, ecologicamente corretos, futuristicamentes ousados e incendiarão apenas as cabeças de homens e mulheres.
Nas ruas veremos um corpo desestruturado, formas amplas, mangas bufantes, comprimentos curtos e longos, saltos mais grossos e fechados, e a presença constante de bolsas grandes em forma de mochilas e sacos, fazendo do balonê a ponta-de-lança da estação.
O “arraial” será coberto de cinza, a meia-calça arrastão transformou-se em leggings douradas e calças skinny. As botas deixaram de ser caipiras para dançarem design nos closet de todas as mulheres. O homem pura alfaiataria, maravilha! Mas calça colada no corpo será que ele usa?
É! Um rio acinzentado. O que não se pode esquecer é que: “... cariocas não gostam de dias nublados...”. Ah... Que saudade do colorido estampado nos vestidos de quadrilha! O aquecimento global mostra-nos em tela plana um inverno colorido, leve, sem luvas e cachemere. Será que os estilistas não percebem?
Será que esses “benditos santos da moda” preferem viajar para o frio europeu ao invés de entenderem que o carioca não é rígido, chique e sem cor?
Mas fica um recado enciclopédico:
MODA – s.f. Uso passageiro que rege, de acordo com o gosto do momento, a maneira de viver, de vestir. / gosto, maneira ou modo segundo qual cada um faz as coisas. // Estar na moda, estar em voga, ser geralmente usado. // Passar da moda, deixar de ser imitado, deixar de estar no gosto atual.
E, assim, quem sabe no “next” Fashion Rio, quando já estouraram os balões das festas juninas, poderemos nos deparar com uma moda “up to date“, em clima totalmente carioca.
FLÁVIO DÓREA – carioca, 29 anos, prepara-se para ser estilista. Atualmente programador visual. Fez Teatro. Escritor lançou seu 1° livro de poesia: "Carecas também pensam", pela Oficina Editores, na XII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro – 2005. No prelo: “da cabeça aos pés” – poesia. Membro do Conselho Editorial da Revista Literária Plural, onde escreve poesia e a página sobre MODA. É membro da APPERJ – Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro. Participante ativo do circuito carioca de poesia. Um de seus poemas foi tema da coleção Outono/Inverno 2004, da marca Philippe Martin (hoje, Republik), onde foi reproduzido em todas as bolsas, vitrines e catálogos, no Brasil e exterior.

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